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Apura��o sobre �udio vai demorar

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Brasília ? Os resultados da investigação sobre uma gravação que teria o objetivo de desgastar a candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados só devem sair após a eleição, marcada para 1º de fevereiro. Cunha disse na terça (20) ter recebido informações de que integrantes da cúpula da Polícia Federal teriam forjado, a mando do governo, uma gravação para incriminá-lo, fala que irritou o Planalto e provocou críticas de entidades ligadas à polícia. A Polícia Federal abriu um inquérito. Horas depois, o delegado do caso foi à Câmara e se apresentou ao parlamentar. Diante das reações, Cunha ligou para o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para dizer que não tomou como verdade a denúncia, que só defendeu apuração dos fatos. Ele explicou que agiu para tentar evitar que a gravação fosse divulgada e trouxesse desgaste para sua campanha. Em outra frente, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) orientou petistas a evitarem que a tensão na base seja ampliada, deixando sequelas pela briga entre Cunha e Arlindo Chinaglia (PT-SP), seu concorrente. O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), criticou a ameaça de Cunha de que, ao tomar lado na disputa na Câmara, o Planalto terá que administrar seus efeitos. ?Foi uma frase infeliz. Ameaçar com sequelas não é nada democrático?, atacou o líder.

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