Nacional
Banc�rios divergem de Palocci
Brasília - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, comprou mais uma briga com o núcleo do PT ligado ao movimento bancário. Desta vez, a divergência é sobre a política defendida por Palocci de dar continuidade à política de privatização dos bancos estaduais federalizados. Antes disso, o ministro já havia entrado em atrito com os bancários quando recusou a indicação do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari, para a presidência da Caixa Econômica Federal. Em seu lugar, nomeou Jorge Mattoso, indicado pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. A CNB (Confederação Nacional dos Bancários), ligada à CUT, divulgou uma nota ontem informando que ?não concorda com a manutenção do processo de venda dos bancos estaduais federalizados?. Existem hoje quatro bancos federalizados: Besc (Santa Catarina), BEP (Piauí), BEM (Maranhão) e BEC (Ceará). A privatização dos bancos estaduais federalizados está entre as cláusulas do acordo entre o governo brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional), como medida complementar ao ajuste fiscal - avalia-se que o uso político dos bancos estaduais gera déficits que agravam a dívida pública. Segundo a CNB, os trabalhadores do setor bancário apoiaram a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se comprometeu a rediscutir o processo de privatização dos bancos. ?A posição do ministro contradiz a preocupação do presidente de desenvolver políticas para manter os níveis de emprego e diminuir as desigualdades regionais?, diz a nota.