Nacional
Petistas adotam a mesma estrat�gia na defesa
Entre os seis petistas investigados, a estratégia é semelhante. Ainda sem advogado, o discurso do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), tem sido de apontar as inconsistências nas delações premiadas e as contradições nos documentos apresentados pelo Ministério Público para embasar a abertura de inquéritos. ?Lamentavelmente, é uma peça muito frágil?, disse Costa em discurso no Senado, na última segunda-feira (09). ?O trecho da delação em que minha campanha aparece citada é completamente vago e impreciso?, criticou o petista. Entre as incoerências apontadas, está o fato de que ele ser acusado de usar sua influência de senador para arrecadar recursos nas eleições de 2010, quando ainda tinha mandato. Em nota divulgada na terça-feira, a bancada do PT no Senado reforçou a necessidade de que todos os investigados sejam ouvidos ?por meio de instrumentos que garantam amplo direito de defesa, sem a introdução de teses ou conceitos jurídicos não utilizados comumente nos tribunais brasileiros?. Ao defender os senadores Humberto Costa, Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR), a bancada petista disse compartilhar ?o mesmo estranhamento e a mesma indignação por eles sentida, ao deparar com seus nomes em uma relação obtida sob o regime de delação premiada, na qual são mencionados sempre de forma indireta, muito diferente de outros nomes incluídos na chamada lista que tiveram participação direta nos atos agora colocados sob suspeição?.