Nacional
Acusados alertam para contradi��es dos delatores
Brasília, DF ? Objetivando evitar a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de participação no caso Petrobras, a principal estratégia desenhada pelos políticos citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é apontar as fragilidades e incoerências nos depoimentos das delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os advogados também têm recorrido ao argumento de que provas obtidas unicamente por meio da delação são insuficientes para embasar a denúncia. A Polícia Federal tem 30 dias para concluir o inquérito. Responsável pelas defesas da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e do ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB-MA), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é um dos que faz coro às críticas contra o que tem sido chamado por advogados de ?supervalorização das delações premiadas?. ?Ainda não tive acesso à cópia do processo, mas pelo que já vimos há muitas contradições que devem ser exploradas?, adianta o criminalista, que também questiona o contexto em que foram colhidos os depoimentos e o uso das informações obtidas por meio de delação premiada como base para a abertura de um inquérito.