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CPI vira ato de desagravo a Cunha

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Brasília, DF ? A sessão da CPI da Petrobras realizada ontem, que ouviu depoimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se transformou em ato de desagravo ao peemedebista. Em vez de ser questionado pelos integrantes da comissão sobre as suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, o deputado do Rio recebeu aplausos e elogios, tanto da oposição quanto da base aliada. Cunha falou livremente por uma hora e atacou duramente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chamando os inquéritos abertos contra 47 políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção de ?piada?, ?escolha política? e tentativa de transferir a ?crise? do Palácio do Planalto para o Congresso Nacional. Cunha disse que Janot deveria declarar que não pretende ser reconduzido ao cargo após o fim do seu mandato de dois anos. A indicação do chefe do Ministério Público é feita pelo presidente da República. O mandato do procurador-geral tem duração de dois anos, com possibilidade de recondução por mais dois anos. Se não for mantido no cargo, Janot deixará a PGR em setembro. ?O que coloquei é que o procurador-geral [Janot], que depende do Poder Executivo para a condução da sua reeleição, deveria, até para manter a sua isenção, declarar publicamente que não é candidato à reeleição e assim ele teria resguardada a sua posição de independência?, disse Cunha. O presidente da Câmara é um dos 47 políticos com foro privilegiado investigados pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Ele decidiu comparecer espontaneamente à CPI e acusou Janot de ?escolher? os investigados com base em decisão de ?natureza política?.

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