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Governo amplia di�logo para aprovar ajuste fiscal

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Brasília, DF ? Depois da reunião de coordenação com a presidente Dilma Rousseff e outros nove ministros, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva (PT), disse ontem que o governo vai intensificar o diálogo nesta semana para garantir a aprovação das duas medidas provisórias que alteram as regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários. O ministro, no entanto, enfatizou que o governo está aberto para o diálogo e a negociação, desde que os pontos discutidos não descaracterizem ?os fundamentos do ajuste?. Segundo Edinho, se o ajuste fiscal for aprovado como pretendido pelo Planalto, a meta de superávit primário ?fica mais fácil de ser alcançada?. ?Senão, o governo tem buscar recursos em outras fontes e é evidente que isso tem impacto sobre o contingenciamento?, ressaltou. Nas próximas semanas, o governo deve publicar um decreto em que bloqueia verbas do orçamento para garantir o cumprimento da meta de superávit primário - 1,2% do PIB. A perspectiva do governo é que o contingenciamento fique entre R$ 60 e R$ 70 bilhões, mas conforme o próprio ministro, a definição do bloqueio vai depender do resultado da negociação das MPS do ajuste fiscal no Congresso Nacional. IMPACTO ?Claro que o objetivo é manter a estrutura do ajuste, o governo jamais se recusou ao diálogo. A negociação está em andamento, e vai continuar negociando até o momento da votação?, comentou Edinho Silva. Questionado se o Planalto poderia ceder em ainda mais pontos, após alterações no tempo de carência para a primeira solicitação do seguro desemprego, o ministro respondeu: ?Não é questão de ceder ou não ceder, aquilo que for importante e não descaracterize o ajuste, que é importante pro Brasil, pra que a gente possa retomar o crescimento sustentável, tudo está aberto ao diálogo?, disse.

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