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C�mara adia vota��o do ajuste fiscal
Brasília, DF ? Sem ter a segurança de uma vitória na votação da MP 665, que modifica direitos trabalhistas, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou que a proposta não seria votada na noite de ontem, como previsto. Novas rodadas de negociações devem ocorrer hoje. A discussão da MP chegou a ser iniciada no plenário da Câmara, mas foi interrompida após decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). ?A oposição montou um kit obstrução que iria noite a dentro e iria gerar um desgaste total dando no final em zero a zero. Foi melhor adiar num dia em que teve muito acirramento dentro da base aliada em torno do tema a começar pela minha bancada do PT?, afirmou Guimarães ao Estado. Na sequência, o líder do governo recebeu telefonemas de vários integrantes do governo e cúpula do PT. O primeiro a ligar foi o vice-presidente da República, Michel Temer, responsável pela articulação do Palácio do Planalto junto ao Congresso. ?Ele disse que apoiava a decisão?, afirmou Guimarães ao desligar o telefone. Em seguida o ex-presidente Lula também telefonou para ter informações sobre a decisão de adiar a votação da MP. ?Ele perguntou como ficou a posição dos partidos. Disse que estava acompanhando e que a proposta era fundamental para o governo. Pediu ainda para seguir firme?, afirmou Guimarães após falar com o ex-presidente. Também ligou na sequência, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que na ocasião estaria ao lado da presidente Dilma. O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini também entrou em contado com o líder. A decisão de adiar a votação ocorre após a bancada do PT não ?fechar questão? entorno da proposta.