Nacional
Costa: rombo na Petrobras � maior
Brasília, DF ? Em seu quarto depoimento em comissões parlamentares para explicar o esquema de corrupção na Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa disse ontem que os malfeitos identificados pela Operação Lava Jato representam ?apenas 10% do rombo? total da empresa. Segundo ele, a política de defasagem de preços de derivados de petróleo foi o principal fator de prejuízo da empresa. ?O governo manteve os preços congelados e arrebentou com a empresa?, afirmou no depoimento de mais de quatro horas, ao longo do qual conversou diversas vezes com alguns de seus cinco advogados. ?O maior problema é a gestão que fazem na companhia, a gestão política. Lava Jato é 10% do rombo da Petrobras?. Paulo Roberto disse ter solicitado algumas vezes ao então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o aumento dos preços dos combustíveis. ?A resposta negativa vinha do presidente do Conselho?, afirmou. O ex-diretor que fez delação premiada e cumpre prisão domiciliar disse aos deputados que o esquema de corrupção da Petrobras se deve a ?maus políticos? e que doações oficiais de campanhas também são fruto de propina. ?Isso aconteceu por atitude de maus políticos. A gênese foi aqui em Brasília. A origem não foi na Petrobras. A origem veio aqui em Brasília?, afirmou Costa. ?Não existe doação de empresas que depois essas empresas não queiram recuperar o que foi doado. Se ele doa R$ 5 milhões, ele vai querer recuperar na frente R$ 20 milhões?, disse o ex-diretor.