Nacional
Fome Zero esbarra na falta de pessoal e de or�amento
São Paulo - O Fome Zero, ponto de honra do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, é, por enquanto, uma idéia grande que não se encaixa no pequeno orçamento e na precária estrutura que deveriam colocá-lo em prática. Passados 19 dias da instalação do novo governo, o programa deixou de ser uma secretaria especial para se tornar ministério, o da Segurança Alimentar e Combate à Fome. Mas o ministro José Graziano da Silva só conseguiu nomear quatro auxiliares. O braço direito do ministro, Sérgio Paganini, responsável pela gestão e planejamento do Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza, não teve ainda o seu nome publicado pelo ?Diário Oficial?. Graziano reafirmou que sua dotação será para este ano de R$ 1,8 bilhão. É apenas a metade do Fundo Nacional de Assistência Social no final do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em princípio, a dotação do Fome Zero está embutida nos cerca de R$ 5 bilhões do Fundo de Erradicação da Pobreza, criado em 2001 e que passou a ser distribuído no ano passado. Mas é uma verba que pertence em parte ao Ministério da Educação, por causa do programa Bolsa-Escola, e em parte ao Ministério da Saúde, que cuida do programa Bolsa-Alimentação.