Nacional
PM suspende negocia��es com presos em Bangu
Rio - A Polícia Militar suspendeu por volta das 19h30 as negociações com os presos rebelados da Casa de Custódia Pedro Mello da Silva, no complexo penitenciário de Bangu, zona oeste do Rio. Até o fechamento desta edição, a informação oficial era de que as conversas devem ser retomadas às 6horas de hoje, na primeira rebelião de presos no governo de Rosinha Mateus. Homens da polícia mantém o local cercado e os presos continuam fazendo sete policiais como reféns. Os rebelados dizem que os reféns foram amarrados a botijões de gás. A PM suspeitava que os presos estejam com quatro granadas. Segundo a PM (Polícia Militar), a rebelião começou por volta das 6h30, após uma tentativa de fuga em massa. Armados com facas e estoques (facas artesanais), os detentos renderam os policiais militares quando era servido o café da manhã e tomaram deles os revólveres e pistolas. Em seguida, cerca de 30 presos fugiram pela porta da frente da unidade. O número, porém, será confirmado somente após o fim da rebelião, quando a polícia vistoriar a prisão. De acordo com a PM, seis fugitivos foram recapturados. São eles: Fábio Tardini, Jorge Siqueira da Conceição, Claudiovani Guido Ventura, Eli da Conceição, Uillison Gomes de Oliveira e Sonio da Costa Freire, que usa também o nome de Marcelo Alves da Silva. Com capacidade para abrigar 500 detentos, a Casa de Custódia Pedro Mello da Silva tem atualmente 575 presos, todos vinculados à facção criminosa TC (Terceiro Comando). Tiroteio Na hora em que os presos escapavam, houve tiroteio. Um dos fugitivos foi baleado de raspão no pescoço e levado pela PM para o Hospital Albert Schweitzer (Realengo, zona norte). Outro, sofreu uma queda durante a fuga, quebrou um dos braços e também foi hospitalizado. Logo que soube da rebelião, o comandante geral da PM, coronel Renato Hottz, seguiu para o presídio acompanhado de equipes do Bope (Batalhão de Operações Especial), do BPChoque (Batalhão de Choque) e do Getam (Grupamento Especial Tático-Móvel) para tentar negociar com os presos a libertação dos reféns. Do lado de fora do complexo penitenciário, parentes temiam que os PMs invadissem a unidade e matassem os presos rebelados. Por três vezes, eles chegaram a interromper o trânsito na rua que dá acesso ao complexo. O desespero das mulheres aumentava toda vez que carros do Bope entravam na unidade. Hottz disse que vai investigar a possibilidade de PMs que trabalham na casa de custódia terem facilitado a ação dos presos.