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Ibama conclui mapeamento das ecorrig�es

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São Paulo - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu o mapeamento das ecorregiões brasileiras, unidades com características físicas e biológicas próprias, que será usado para melhorar o planejamento da preservação ambiental no Brasil. Feito em três anos, o ?Estudo de Representatividade Ecológica nos Biomas Brasileiros? foi liderado pelo biólogo Moacir Bueno Arruda em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade de Uberlândia, a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as organizações não-governamentais (ONGs) WWF e TNC. Foram identificadas 78 ecorregiões, divididas nos sete biomas brasileiros: 23 na Amazônia; 22 no cerrado; 13 na mata atlântica; nove na região costeira; oito na caatinga; dois no Pantanal; e um nos campos sulinos. Meta internacional Segundo o Ibama, esse era o estudo que faltava para mostrar como o Brasil pode proteger 10% de seu território com unidades de conservação (UCs) - meta internacional estabelecida em 1998. Com a delimitação dessas regiões, será possível saber que áreas demandam mais proteção e como isso deve ser feito. Hoje, existem 118 UCs que protegem apenas 2,74% do país de forma desequilibrada - um dos menores índices do planeta. O cerrado, por exemplo, embora cubra um quarto do Brasil e possua biodiversidade única no mundo, tem apenas 1,71% de sua área protegidas por 20 UCs. A mesma distorção se aplica às ecorregiões. A da serra da Canastra, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, tem 15,39% de sua área protegidas, enquanto outras ecorregiões estão completamente descobertas. ?Desenvolver uma metodologia sistemática que permita avaliar e quantificar a representatividade dos ambientes é um passo decisivo na identificação das lacunas do sistema de unidades de conservação e no estabelecimento de bases consistentes para sua ampliação?, afirma Arruda.

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