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Cunha faz defesa ao financiamento

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Rio de Janeiro, RJ ? O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que a intenção de um grupo de parlamentares de entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a inclusão do financiamento privado de campanha na Constituição é ?choro?. Um grupo de 64 deputados do PT, PSB, Pros, PC do B, PPS e Psol pretende levar a questão ao Supremo. Segundo Cunha, o STF irá interpretar a questão como de interna corporis, ou seja, algo que deve ser resolvido, neste caso, dentro do Poder Legislativo. Já há uma ação no STF sobre a possibilidade de extinção do financiamento privado de campanha. A maioria dos ministros votou pela extinção das doações de empresas, mas o julgamento está parado desde o ano passado por um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. O objetivo da proposta aprovada na última quarta-feira pela Câmara era justamente barrar a tendência no Supremo. A Câmara aprovou a inclusão na Constituição da permissão de doações de empresas com 330 votos a favor e apenas 141 contra. A votação ainda passará por uma segunda votação e depois irá para o Senado. Segundo Cunha, quem tenta barrar a proposta no STF estaria recorrendo à ?judicialização da política? e ao ?choro para resolver seus problemas?. Para ele, a proposta será confirmada em segundo turno na Câmara e seguirá para o Senado, ?onde pode se confirmar ou não?. ?Estamos muito habituados a lidar com aqueles que criticam a judicialização da política e buscam a judicialização para discutir fatos que eles perderam no voto. Aqueles que buscam o choro porque não tiveram atendidos os seus anseios e as suas ideologias [recorrem à Justiça]. Não é essa a maneira de se resolver os problemas?, disse Cunha. Ele esteve no Rio para discutir possíveis mudanças na legislação para as Olimpíadas em 2016.

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