Nacional
Renan recua sobre interferir em nomea��es para estatais
Brasília, DF ? Em um recuo depois de receber críticas públicas da presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitiu ontem retirar do projeto das estatais a obrigação dos presidentes dessas empresas serem sabatinados e aprovados pelo Senado antes de assumirem os cargos. ?Se for o caso, nós até retiraremos, desde que em contrapartida nós possamos garantir à sociedade absoluta transparência das estatais e o controle do gasto público?, afirmou. Na versão inicial do projeto, apresentado na segunda (1º) por Renan e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), as indicações dos presidentes de estatais teriam que passar pelo Senado ? com sabatina dos indicados e aprovação, em votação secreta, no Plenário da Casa. A mudança foi interpretada como manobra dos peemedebistas para enfraquecer os poderes do Palácio do Planalto na escolha dos presidentes das estatais. No atual modelo, não há participação do Legislativo nas indicações de estatais, que são escolhidos e nomeados pelo presidente da República sem o aval do Congresso. Muitas indicações são feitas por partidos, deputados e senadores, que poderiam manter a prática, mas teriam que submeter seus escolhidos ao Senado. Renan disse que a sabatina dos indicados é um ?detalhe e uma coisa menor? porque o objetivo fundamental da proposta é garantir a transparência de estatais e empresas de economia mista. ?A sabatina que foi proposta é uma saída, mas não pode ser sinônimo do controle, da interferência do Legislativo. Não é isso que se quer, o que se quer é proteger a transparência, garantir a transparência. E a fundamental mudança do Brasil que a sociedade cobra é esta?, afirmou o senador.