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Defesa de Odebrecht dever� explicar anota��es

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São Paulo, SP ? O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, intimou ontem os defensores da maior empreiteira do País a explicarem anotações pelo próprio presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, em seu telefone celular. Para a Polícia Federal, há indícios de que o empresário, preso desde 19 de junho, lançou mão de uma estratégia de confrontar as investigações, buscando criar ?obstáculos? e ?cortinas de fumaça?, que contaria com ?policiais federais dissidentes?, dupla postura perante a opinião pública, apoio estratégico de integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ataques às apurações internas da Petrobras. ?O trecho mais perturbador é a referência à utilização de ?dissidentes PF? junto com o trecho ?trabalhar para parar/anular? a investigação?, diz o juiz. Para Moro, ?sem embargo do direito da defesa de questionar juridicamente a investigação ou a persecução penal, a menção a ?dissidentes PF? coloca uma sombra sobre o significado da anotação?. Nas 64 páginas do relatório de indiciamento de Marcelo Odebrecht, Márcio Farias, Rogério Araújo e outros executivos, a PF traça um panorama a partir das anotações do presidente da Odebrecht, de e-mails e materiais apreendidos, para apontar tal conduta do empresário - enquadrado pela PF por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a ordem econômica. Moro deu prazo até amanhã para as defesas fazerem os esclarecimentos.

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