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Nº 5732
Nacional

Empresas tinham R$ 6,4 bi em contratos

São Paulo, SP – As empresas Hope Recursos Humanos e Personal Service Recursos Humanos, citadas pelo lobista e delator Milton Pascowitch como fontes de propina ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, mantiveram R$ 6,4 bilhões em contratos com a Petrobras

Por | Edição do dia 04/08/2015 - Matéria atualizada em 04/08/2015 às 00h00

São Paulo, SP – As empresas Hope Recursos Humanos e Personal Service Recursos Humanos, citadas pelo lobista e delator Milton Pascowitch como fontes de propina ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, mantiveram R$ 6,4 bilhões em contratos com a Petrobras entre 2006 e este ano -alguns dos quais ainda estão em vigor. Os valores dizem respeito a contratos de terceirização de mão de obra e outros serviços de gestão, de acordo com os registros da Petrobras. Segundo depoimento de Pascowitch ao MPF (Ministério Público Federal), a Hope repassava 3% sobre o montante líquido recebido da estatal, o que resultava em cerca de 1,5% do valor bruto do contrato. Quanto à Personal Service, “havia um acordo de pagamentos de valores fixos mensais, apurados contrato a contrato”. A fala de Pascowitch, cuja íntegra ainda é secreta, foi citada pelo juiz federal Sergio Moro no despacho que autorizou a prisão de Dirceu. Ainda de acordo com o lobista, os valores mensais somavam, em média, R$ 500 mil, podendo alcançar cifras no patamar de R$ 800 mil por mês. Os valores eram sempre entregues em espécie, conforme ele relatou. Mesmo após o início da Operação Lava Jato, em abril de 2014, a Petrobras continuou a celebrar contratos tanto com a Hope como com a Personal Service.

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