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Lobista delata saldo de R$ 1,2 mi a Duque

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São Paulo, SP ? O lobista Milton Pascowitch revelou, em delação premiada, que repassou propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, preso desde março na Operação Lava Jato. O valor teria saído da celebração de contrato da Jamp Engenheiros, empresa de Pascowitch, com a D3TM Consultoria e Participações LTDA., controlada por Duque, para pagamento de ?saldo? de propina no valor de R$ 1,2 milhão. Segundo o delator, o dinheiro ?cabia? a Duque em razão do contrato dos cascos replicantes, após o ex-diretor deixar o cargo na estatal. Pascowitch é o pivô da prisão do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula), ocorrida na segunda-feira, 3, na Operação Pixuleco, 17.º capítulo da Lava Jato. Ele revelou a rotina de pagamentos ilícitos para a JD Assessoria e Consultoria, empresa da qual Dirceu e seu irmão, o advogado Luiz Eduardo Oliveira, eram os controladores. Sobre os negócios com Renato Duque, o delator declarou: ?Do contrato Jamp x D3TM, vê-se que o valor dos serviços foi de R$ 1,2 milhão, a serem pagos em 12 parcelas mensais de R$ 100 mil?, aponta documento em que o Ministério Público Federal pediu a prisão de José Dirceu. ?Afirmou Milton que, do contrato, foram faturados R$ 900 mil e pagos R$ 850 mil em parcelas de R$ 100 mil mensais, sendo que o contrato não foi pago na integralidade devido ao início da Operação Lava Jato. Ele também asseverou que os pagamentos da Jamp à D3TM tiveram origem em contratos da Engevix com a Jamp e com a MJP Engineering and Consulting LLC vinculados às obras dos cascos?. R$ 900 MIL

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