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Reformas: Lula quer ajuda de governadores para aprova��o
Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a presença de 17 dos 27 governadores no Palácio do Planalto para o lançamento do programa Fome Zero, ontem, para convidá-los para uma reunião nos dias 21 e 22 com o objetivo de discutir as reformas tributária e previdenciária. Aos governadores ? de todos os partidos ? o presidente ponderou que os dois temas foram bastante debatidos no Congresso e que, portanto, as reformas estão maduras para serem levadas adiante. Apelou para que todos ajudem o governo a promover as mudanças necessárias. ?Sem os governadores, não vai?, disse. ?E, se as reformas não forem feitas neste ano, não sairão mais porque no ano que vem já tem eleição de novo (de prefeitos)?, disse. Ele apelou: ?Por isso, preciso que todo mundo ajude.? O presidente repetiu que tem consciência de que, sem o apoio dos governadores, as reformas não serão aprovadas. O apelo de Lula encontrou ressonância na maioria dos governadores presentes. Todos saíram em defesa das reformas, divergindo apenas sobre qual a mais prioritária, a da Previdência ou a tributária. Lula ponderou que é preciso fazer as duas este ano. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, afirmou que a reforma previdenciária deveria prevalecer sobre as demais. ?Ela é mais urgente. Em São Paulo, por exemplo, há um déficit de R$ 7 bilhões porque arrecadamos R$ 1,4 bilhão e a folha de aposentados e pensionistas é de R$ 8,6 bilhões.? Ele salientou, porém, que todas as outras reformas são importantes. Para apressar as discussões, o presidente concentrou nas mãos do chefe da Casa Civil, José Dirceu, a unificação das propostas dos Estados. Nas primeiras semanas de fevereiro, cada governador apresentará as sugestões à Casa Civil. Ele vai juntá-las e formatá-las num documento consolidado que será enviado aos governadores uma semana antes do encontro dos dias 21 e 22. Propostas Os oito governadores do PSDB vão se reunir dia 10 para discutir que propostas levarão ao Planalto. ?O presidente quer que os governadores façam um pacto político com o governo em defesa das reformas?, disse o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda, o Zeca do PT, disse que Lula pediu que os Estados façam uma radiografia da situação previdenciária e tributária de cada governo. ?Embora Mato Grosso do Sul seja um Estado novo, a situação é grave, pois caminha para a falência?, disse o petista, justificando que 13% das receitas estão comprometidas com aposentados e pensionistas. ?Se as reformas não forem feitas, fatalmente os Estados vão falir?, sentenciou. A maior resistência dos governadores em relação à reforma tributária refere-se à possibilidade de perda de receita dos Estados, num primeiro momento. Mas o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou que essa questão tem de ser melhor discutida porque a tese, na sua opinião, pode não ser verdadeira: ?Haverá aumento da base contributiva e redução da informalidade e do custo Brasil. Aí, todos ganham.?.