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Nº 5751
Nacional

Al�m do assalto, bandidos planejavam resgatar presos

Sorocaba-SP – Além da versão oficial de um assalto a um avião pagador, a polícia paulista considera a  hipótese de que os mortos na Castello Branco estivessem a caminho de  um resgate de presos do PCC. “Nas falas, eles diziam avião, aeroporto, 8h da manh

Por | Edição do dia 06/03/2002 - Matéria atualizada em 06/03/2002 às 00h00

Sorocaba-SP – Além da versão oficial de um assalto a um avião pagador, a polícia paulista considera a  hipótese de que os mortos na Castello Branco estivessem a caminho de  um resgate de presos do PCC. “Nas falas, eles diziam avião, aeroporto, 8h da manhã etc. Mas as conversas são sempre muito cifradas, e ainda não temos certeza de que não há senhas entre essas palavras”, disse à reportagem o comandante da Rota, coronel José Roberto Martins. Por essa hipótese, “avião” e “28 milhões” definiriam a forma do resgate e o número de presos a libertar. A favor dessa suposição há pelo menos três indícios: o uso de um ônibus no comboio (que transportaria mais facilmente os resgatados); o fato de em Sorocaba estarem detidos alguns membros do alto escalão do PCC; e a negativa do aeroporto de que fosse receber R$ 28 milhões. Os responsáveis pela escuta telefônica que levou à interceptação do comboio são os homens do Gradi (Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância) – um núcleo de elite, ligado ao gabinete do secretário da Segurança Pública, que reúne delegados da Polícia Civil e oficiais do serviço reservado da PM. O grupo foi criado no segundo semestre de 2000 com a finalidade de investigar crimes de preconceito, após a ocorrência de atentados contra a Anistia Internacional. Desde a megarrebelião de fevereiro de 2000, porém, ele também monitora ações do PCC. A partir desse motim, articulado por celular, pelo menos 40 centrais telefônicas da facção foram desativadas. Hoje, 30 são monitoradas, mas outras dezenas funcionam sem identificação. Foi por uma das 30 centrais ainda operantes – e rastreadas – que se chegou ao comboio, após dez dias de escuta. A base dos homens que fariam a ação na rua – chamados de célula pelo PCC – fica na zona leste, mas não foi estourada pela polícia.

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