Nacional
Pizzolato pode ir para o semiaberto em junho de 2016
São Paulo, SP ? O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato poderá entrar com pedido para cumprir pena em regime semiaberto a partir de junho do ano que vem. Ele foi extraditado pela Itália na quinta-feira, 22, e levado para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, no dia seguinte. Pizzolato dividirá a cela com José Carlos Alves dos Santos, ex-chefe da Assessoria de Orçamento do Senado, preso no ano passado por ter participado do chamado escândalo dos Anões do Orçamento, que ocorreu em 1993. Condenado a 12 anos e 7 meses no julgamento do mensalão, Pizzolato já passou 18 meses preso na Itália, para onde fugiu em 2013, logo após sua condenação no Brasil. Esse período encarcerado em solo europeu será abatido da pena total que foi-lhe imposta. 23 DE JUNHO ?Ele pode progredir de regime [do fechado para o semiaberto] em 23 de junho de 2016, caso apresente bom comportamento e cumpra outros requisitos exigidos?, afirmou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. EM LIBERDADE Quase dois anos após suas prisões, nenhum dos políticos condenados no esquema do mensalão continua em regime fechado. Dos 13 condenados no núcleo político do escândalo, apenas um ainda tem de dormir na cadeia pelo mensalão, o deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que cumpre regime semiaberto. Corrêa, entretanto, foi preso pela Operação Lava Jato e está em regime fechado -mas por motivo alheio ao escândalo deflagrado em 2005. A situação de Corrêa é semelhante à do ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu, também preso em regime fechado, mas pela Lava Jato. A diferença é que Dirceu cumpria prisão domiciliar pelo mensalão e não precisava dormir na penitenciária.