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Nº 5715
Nacional

Crise com aliados do PFL faz governo adiar vota��o da CPMF

Brasília - A decisão do PFL de não votar esta semana a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), deixando o governo em dificuldades, foi tomada pela manhã com base em dois argumentos. Primeiro, a executiva nacional do PFL definirá apen

Por | Edição do dia 06/03/2002 - Matéria atualizada em 06/03/2002 às 00h00

Brasília - A decisão do PFL de não votar esta semana a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), deixando o governo em dificuldades, foi tomada pela manhã com base em dois argumentos. Primeiro, a executiva nacional do PFL definirá apenas na quinta-feira como ficará sua relação com o governo depois da operação da Polícia Federal à empresa da governadora Roseana Sarney, a Lunus Participações. E depois, a bancada da Câmara, pressionada pela governadora, resolveu mostrar ao Palácio do Planalto que o apoio parlamentar do partido ainda é importante e que, diante disso, deseja ser tratado com respeito. “Se o PFL for empurrado para um falso dilema de escolher entre o seu candidato e o governo, escolherá pela candidatura de Roseana”, afirmou o deputado José Carlos Fonseca (PFL-ES), que pela manhã reuniu-se com Roseana e com o presidente do PFL, Jorge Bornhausen. Segundo o deputado, o PFL está sentindo o gosto de, mais uma vez, ser tratado com “descaso e desleixo” pelo governo e seus aliados. Para os pefelistas, o governo não deu resposta convincente sobre a operação da Polícia Federal em São Luís e deixou o PFL sem opção. Programadas para discutir os efeitos da vinculação das coligações partidárias na pré-candidatura de Roseana, as reuniões da governadora com as bancadas regionais se transformaram em verdadeiras consultas sobre a tese do rompimento com o governo. Ela obteve solidariedade e ainda levou o partido a inviabilizar a votação da prorrogação da CPMF. “Para se impor como candidata, Roseana precisa mostrar que tem liderança dentro do PFL”, analisou o senador Carlos Wilson acrescentando que o PFL deve entender que o candidato do governo não é Roseana, mas o senador José Serra (PSDB-SP).

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