Nacional
Gasto com pedaladas � menor que arrecada��o, diz Mantega
Brasília, DF ? Em depoimento à CPI do BNDES da Câmara, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega defendeu os empréstimos a juros subsidiados para empresas como forma de aumentar os investimentos no País e o emprego. "Não foi excessivo. Foi de bom tamanho", disse o ex-ministro. Mantega, que foi presidente do BNDES entre 2004 e 2006 antes de ser ministro, prestou depoimento à CPI que investiga suspeitas de empréstimos irregulares feitos pelo banco ao longo dos últimos 13 anos. O ministro apresentou gráficos afirmando que o crescimento do PIB do País nos últimos anos foi garantido por essa política de empréstimos a juros subsidiados, que aumentou os investimentos na economia. Segundo ele, o governo tinha consciência de que haveria gastos públicos para pagar os subsídios ao banco. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deixou de pagar esses subsídios, que ao BNDES somavam quase R$ 20 bilhões em 2014. Por causa disso, o governo teve suas contas reprovadas em 2014. "O que teríamos a perder é maior do que o que temos a pagar", disse Mantega, explicando que os gastos do banco com empréstimos subiram para dar crédito às empresas por causa da crise econômica de 2008. Para Guido, os gastos do governo para pagar os subsídios são "mais que compensados" pelo aumento da arrecadação do governo e também pela geração de empregos, que melhorou as contas da previdência. O ex-ministro é um dos 18 apontados pelo TCU como responsáveis pelas 'pedaladas fiscais', que são o pagamento por bancos e fundos públicos de despesas do governo. ?