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For�a amea�a greve por antecipa��o de reajuste

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Sâo Paulo ? A direção nacional da Força Sindical decidiu lançar ontem uma campanha nacional emergencial pela antecipação do reajuste salarial de todas as categorias profissionais. O auge da campanha salarial deve ocorrer em março, quando a Força promete convocar paralisações para pressionar o empresariado a antecipar o reajuste salarial dos trabalhadores. Mas antes de partir para a greve, o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, promete buscar uma solução amigável com os empresários. O argumento do secretário-geral da Força é que a inflação já corroeu os reajustes salariais das categorias que tiveram reajuste no segundo semestre do ano passado. ?A campanha salarial precisa ser antecipada para garantir o poder de compra dos assalariados. Os preços subiram muito e os salários não acompanharam essa variação?, disse. Números da Força mostram que o aumento salarial conquistado pelas categorias com data-base no segundo semestre de 2002 já sofreu uma defasagem superior a 50%. Estudo da subseção do Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo indica que o reajuste obtido por diversas categorias no segundo semestre será corroído pela inflação até meados de fevereiro. Esse é o caso dos metalúrgicos de São Paulo, que tiveram reajuste de 10,26% em novembro. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de novembro e dezembro foi de 6,18%. Segundo Juruna, a campanha salarial emergencial deve atingir quase 2,6 milhões de trabalhadores só no Estado de São Paulo. Entre as categorias que devem negociar a campanha salarial emergencial estão: metalúrgicos, químicos, têxteis, padeiros, telefônicos, alimentação e outros. Juruna disse que a estratégia da campanha emergencial é iniciar a partir da próxima reunião com os sindicatos de diversas categorias profissionais. A partir daí, a Força e os sindicatos apresentarão sua pauta de reivindicações para os empresários. ?Se não houver negociação, partiremos para a mobilização?, disse. Proposta da CUT A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) da entidade e a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social apresentam hoje, às 16 horas, ao ministro do Trabalho, Jaques Vagner, a proposta de campanha salarial dos funcionários públicos do ministério, na sede da pasta, em Brasília. O encontro é o primeiro entre os sindicalistas e Vagner.

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