Nacional
PF investiga desvio de R$ 200 mi
São Paulo, SP ? O presidente da construtora OAS, Elmar Varjão, e outros três executivos da Coesa Engenharia, Barbosa Melo e Galvão Engenharia foram presos temporariamente ontem durante operação Vidas Secas da Polícia Federal, que investiga superfaturamento em obras da transposição do Rio São Francisco. Os nomes dos executivos não foram divulgados pela PF, mas a reportagem apurou que Varjão foi detido em São Paulo. A prisão temporária, com prazo de cinco dias -que pode ser prorrogado-, foi um desdobramento da Operação Lava Jato. De acordo com investigadores, os empresários utilizaram empresas de fachada para desviar pelo menos R$ 200 milhões. Os contratos investigados, até o momento, são de R$ 680 milhões. Em entrevista coletiva na sede da PF em Pernambuco, os investigadores confirmaram que as empreiteiras utilizaram as empresas do doleiro Alberto Youssef e do operador Adir Assad para maquiar os desvios. Dentre elas a MO Consultoria, de Youssef, e a Legend Engenheiros, que pertence a Assad. Ambos estão presos em Curitiba. O doleiro relatou os pagamentos de suborno pela OAS em seu acordo de delação premiada. A PF apontou também a participação da empresa JD Consultoria, pertencente ao ex-ministro José Dirceu (PT). Todos foram alvos da Operação Lava Jato e estão presos por participarem do esquema de corrupção na Petrobras. ?Foi constatada a transferência, em determinado momento, da Galvão Engenharia no valor de R$ 586 mil para a JD Assessoria?, afirmou Marcelo Diniz, superintendente regional da PF em Pernambuco.