Nacional
Zika n�o era considerado perigoso
As arboviroses desafiam a ciência. Em sua maioria, são raras. Causam surtos e desaparecem por anos, sem deixar rastro. Porém, como vírus estão em constante mutação, podem, de uma hora para outra, se tornar agressivos ou capazes de provocar epidemias. Levados pelo mosquito, se espalham por grandes populações. Foi o que aconteceu com a febre amarela no passado e com a dengue hoje. O zika não era considerado perigoso e, por isso, não recebia atenção. Cientistas supõem que ele pode ter chegado aqui com a Jornada da Juventude ou a Copa do Mundo, pois eventos internacionais são disseminadores de vírus. Chegou despercebido, uma vez que a maioria dos casos é assintomático. O Aedes é um bicho tão ruim que pode transmitir dois tipos de vírus ao mesmo tempo, para pessoas desafortunadas o suficiente. ?Foram relatados casos de dengue e chikungunha e de zika e chikungunha? , diz Ferreira. O cientista frisa que está longe de estar esclarecida a relação entre o zika e a microcefalia. ?Pode existir um cofator. O que é, não sabemos. Poderia ser outro vírus. Ou uma condição preexistente. Outra possibilidade é a subnotificação da microcefalia no passado. De certo mesmo, só o fato de que o Aedes precisa ser controlado?, afirma Ferreira. ANTIVIRAIS Desenvolver antivirais é uma das metas do grupo do pesquisador. Não há remédio para nenhum desses vírus. Muito menos, vacina.