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MPF denuncia Bumlai e Vaccari

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Brasília, DF ? O Ministério Público Federal denunciou ontem o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, suposto amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e outros 10 investigados na Operação Passe Livre por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta (Lei do Colarinho Branco). Os investigados são suspeitos de participar de um esquema de propinas na contratação da Schahin Engenharia, em 2009, como operadora do navio-sonda Vitoria 10.000, envolvendo um empréstimo de R$ 12 milhões para Bumlai. Parte desta quantia teria sido destinada ao PT. A Procuradoria da República afirma que existem ?indícios? de que Bumlai teria usado ?indevidamente? o nome do ex-presidente ?para conseguir vantagens?. ?Ouvido, o investigado (Bumlai) negou possuir intimidade com o ex-presidente para tratar de negócios. Entretanto, nas buscas realizadas foram encontrados documentos que demonstraram a presença de Bumlai acompanhando o ex-presidente em eventos oficiais em Angola?, destacam os 11 procuradores que assinam a denúncia. A acusação atinge ainda a cúpula do grupo Schahin ? Milton Schahin, Salim Schahin e Fernando Schahin (filho de Milton) ?, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, os ex-diretores da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, o ex-gerente executivo da estatal Eduardo Musa, o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, além de um filho (Mauricio Bumlai) e uma nora do pecuarista (Cristiane Bumlai). Os investigados foram denunciados por irregularidades na contratação do Grupo Schahin para operação do navio-sonda Vitoria 10000, da Petrobrás. A origem do episódio que envolve o amigo de Lula é um empréstimo milionário concedido pelo Banco Schahin a Bumlai, em 2004.

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