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Servidores v�o financiar custo da reforma, dizem especialistas
Brasília ? A reforma da Previdência, eleita entre as prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode gerar um custo de até R$ 2,5 bilhões por ano para a União, segundo o especialista em previdência do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Kaizô Beltrão. Apurou-se que uma das alternativas estudadas pelo atual governo para evitar o aumento da despesa pública é jogar para o servidor público da ativa a fatura da reforma da Previdência. A conta seria paga por meio da criação do fator previdenciário ? cálculo atuarial que combina idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida ?, que reduziria o valor do benefício do servidor que se aposentasse depois da reforma da Previdência. Ao mesmo tempo em que haveria a redução das despesas com o pagamento dos novos aposentados, a União, Estados e municípios não teriam um aumento de gastos com a criação da contribuição patronal para o regime de previdência dos servidores. O modelo de contribuição seria aquele chamado de contas nocionais, uma forma virtual de contribuição. Reivindicações O presidente em exercício do Senado, Paulo Paim (PT-RS), recebeu ontem, em visita de cortesia, representantes de 17 confederações nacionais de trabalhadores. Eles aproveitaram a oportunidade para apresentar suas reivindicações, todas elas consideradas procedentes por Paim. Segundo o presidente, as principais preocupações apresentadas pelo grupo foram a de que os trabalhadores não tenham mais prejuízos no campo das aposentadorias além dos que tiveram até hoje. Os representantes também querem maior valorização do salário mínimo e que o governo atue para aumentar o número de empregos, além de oferecer melhor atendimento nas áreas de saúde, educação, habitação. Ainda conforme Paim, as lideranças que o visitaram defenderam melhor distribuição de renda. ?Fiquei muito feliz de receber os companheiros das confederações dos trabalhadores?, disse. Paulo Paim informou ter assumido com os representantes das confederações o compromisso de realizar um debate equilibrado no Senado, com espaço para que as categorias expressem suas opiniões sobre as reformas tributária, da Previdência e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Paim lembrou que quem dá a última palavra sobre as reformas é o Congresso Nacional. ?Aqui no Congresso vamos receber as propostas do Executivo e haverá o contraditório antes de deliberarmos?, garantiu.