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Graziano culpa nordestino por�viol�ncia nos centros urbanos

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São Paulo ? O ministro da Segurança Alimentar e do Combate à Fome, José Graziano, associou diretamente a criminalidade nas grandes cidades ao fluxo migratório do nordeste e das regiões mais pobres do País. A afirmação foi feita ontem durante encontro com empresários na sede da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo). Ele fez a ligação entre os imigrantes e a violência após uma fala do colega Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), que disse ?estranhar? o uso difundido de carros blindados em Brasília. Após pedir empenho aos empresários na criação de empregos no Nordeste, Graziano aludiu à fala de Furlan: ?Temos de criar emprego lá (semi-árido), temos de criar oportunidade de educação lá, nós temos de gerar cidadania lá porque, senão, eles vão continuar vindo para cá (grandes cidades) e nós vamos ter de continuar andando de carro blindado, Furlan.? Em entrevista coletiva dada a seguir, o ministro explicou que a declaração não pretendia fazer qualquer tipo de discriminação, apenas relatar que a miséria pode provocar a violência. ?O que eu quis dizer é que, senão criarmos oportunidades de trabalho lá, dificilmente teremos redução de criminalidade aqui. Ou vamos até a fonte ou estaremos apenas combatendo o efeito?, explicou. Mais tarde, diante da repercussão negativa, a assessoria do ministro distribuiu nota à imprensa para esclarecer que a declaração não teve qualquer conotação preconceituosa em relação à população nordestina. A nota repetiu o argumento de que a intenção do discurso foi a de destacar que ä violência e a exclusão social estão intimamente ligadas?. Íntegra da nota ?Gostaria de esclarecer que não está embutido qualquer preconceito contra a população nordestina ou de outro lugar do País na associação entre movimentos migratórios, exclusão social nos grandes centros urbanos e ambiente de violência. Durante evento realizado na Fiesp, na manhã desta sexta-feira, destaquei que a violência e a exclusão social estão intimamente ligadas. E, ao propormos um programa de combate à exclusão, como o Fome Zero, estamos indiretamente combatendo a violência.?

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