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Mobiliza��o nacional

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Em Alagoas, a mobilização já começou. A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Maria Alves, entende que não dá para aceitar as mudanças na Previdência da forma como estão sendo propostas. Ela afirma que está esperando resolução da direção da CUT nacional para os estados e, a partir daí, dará início a uma mobilização contra novas regras ?que penalizem o trabalhador?. A líder da CUT afirma que não é por ter acreditado ?em um projeto de governo que ajudamos a eleger que somos a favor de medidas que venham de encontro ao trabalhador. Tudo o que for neste sentido, vamos nos posicionar contra?, afirmou. Da mesma opinião comunga o ex-presidente da CUT e hoje secretário de Organização Política e Sindical da Central, Izac Jacson Cavalcante, para quem esse é um ?grande equívoco que o governo provoca. Ora. O governo não está com capital político para fazer uma discussão numa correlação no Congresso, nem na sociedade. Há uma conjuntura econômica, política e moral adversa. Uma proposta como essa é de uma irresponsabilidade imensa?, ele afirma. Em novembro, segundo a liderança da CUT, foi aprovado o fator 85/95 (que trata do tempo de contribuição), que já encontrou resistência nas entidades de classe por significar ?um grande sacrifício para o trabalhador, e ainda vem agora com a idade mínima, querendo acabar com o tempo de serviço. Esse é um remédio muito amargo. Imagine quem entrou no emprego hoje, mas já contribuiu 35 anos, como vai ficar? Vai perder tudo? Somos radicalmente contra, independente de quem seja o governo. Apoiamos o governo porque tinha uma proposta mais avançada, mas não tem como ser diferente. Vai mexer com a gente e a gente vai ficar calado? De forma alguma?, reage Izac Jacson.

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