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Empreiteira pagou por reforma no apartamento de Lula em 2014

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Em 2010, João Vaccari Neto, que atuou como diretor financeiro (2002 e 2004) e presidente (2004-2010) da Bancoop, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por suspeita de desvio de dinheiro da cooperativa para abastecer campanhas eleitorais do PT. Além dos procuradores da Lava Jato, a Promotoria de Justiça de São Paulo também apura os negócios da Bancoop. A Promotoria apura também se a empreiteira usou apartamentos do prédio, localizado na praia de Astúrias, no Guarujá (SP), para lavar dinheiro ou beneficiar pessoas indevidamente. A empreiteira OAS, que teve alguns de seus executivos condenados em uma sentença da Operação Lava Jato, pagou por reformas feitas em 2014 no triplex reservado à família de Lula. As modificações incluem a instalação de um elevador privativo. Lula adquiriu em 2005 com sua mulher, Marisa Letícia, uma cota de participação da Bancoop, quitada em 2010, referente ao imóvel na planta. Em 2009, o empreendimento foi assumido pela construtora OAS, que terminou a construção do edifício. Ao disputar a reeleição em 2006, Lula informou à Justiça Eleitoral ter pago à Bancoop R$ 47.695,38 pelo apartamento. Corretores locais dizem que o imóvel vale R$ 1,5 milhão. Em novembro, a Folha revelou que a mulher de Lula, Marisa Letícia, havia desistido de ficar com o triplex, conforme anúncio da assessoria do petista. Marisa visitou o condomínio algumas vezes, já que tinha a opção de compra do imóvel, mas informou que pediria por meio de seus advogados que a OAS devolvesse o valor que ela investiu na fase de construção do prédio, de acordo com a assessoria.

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