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MST cobra mais rapidez para a reforma agr�ria

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Rio de Janeiro ? O coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stedile, afirmou ontem que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ?precisa andar mais rápido? em relação à reforma agrária e chamou de ?efeito propaganda? as 14 medidas anunciadas anteontem pelo Planalto. Apesar das críticas, Stedile mostrou preocupação em amenizar o tom, ponderando diversas vezes que é preciso ?paciência? com uma administração de 45 dias. ?O papel do movimento é pegar no pé do governo para que ele não erre?, disse. O líder do MST classificou como ?um desastre, uma tragédia? a declaração do ministro da Segurança Alimentar, José Graziano, que na sexta-feira relacionou a questão da violência em São Paulo com a migração de nordestinos, durante encontro na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Depois de atacar a declaração, Stedile disse que Graziano ?já pediu desculpas publicamente?. Para o coordenador do MST, a frase ?temos que criar empregos lá, temos que criar oportunidades de educação lá, porque, se eles continuarem vindo para cá, nós vamos ter que continuar andando de carro blindado?, dita pelo ministro, reflete o pensamento do empresariado paulista. Em relação às 14 medidas anunciadas anteontem, o coordenador do MST disse que ?os problemas sociais e da reforma agrária no Brasil, que exige o assentamento imediato de cerca de 80 mil famílias, precisam de 14 medidas desse tipo por semana. Ou seja, o governo precisa andar mais rápido?. A crítica foi seguida por um pedido de paciência com o governo: ?A paciência é uma virtude?, completou. Stedile informou que, há uma semana, representantes do movimento estão em Brasília se preparando para o encontro, hoje, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.

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