Nacional
Moro intima Lula a depor como testemunha
São Paulo, SP ? O juiz Sérgio Moro marcou para 14 de março depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como testemunha de defesa do pecuarista José Carlos Bumlai ? réu em ação penal por corrupção e gestão fraudulenta de instituição financeira. Bumlai e Lula são amigos desde 2002. O pecuarista foi preso em novembro em um dos desdobramentos da Lava Jato. Lula vai depor por videoconferência, ou seja, ele não vai ficar frente a frente com Moro. Bumlai admitiu à Polícia Federal ter tomado um empréstimo de R$ 12 milhões, em outubro de 2004, no Banco Schahin. Ele afirmou que o destinatário do dinheiro foi o PT. A força-tarefa da Operação Lava Jato afirma que, em troca do ?socorro? financeiro para o PT, o Grupo Schahin foi beneficiado com um contrato, sem licitação, de um navio-sonda da Petrobras. Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki negou a concessão de uma liminar (decisão provisória) para tirar da prisão o ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR), primeiro político que foi condenado em um processo derivado da Operação Lava Jato. Relator dos inquéritos que investigam a participação de políticos com foro privilegiado, Teori avaliou que os argumentos colocados pela defesa do ex-deputado contra a decisão do juiz do Paraná, Sérgio Moro, não demonstram ilegalidade no caso que justifique a concessão de uma liminar determinando a soltura. Segundo o ministro, os elementos apresentados pelos defensores serão avaliados em caráter definitivo após a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o caso. Os advogados de Vargas argumentam ao STF que há mais de um ano e meio não há nenhum indício de que o ex-deputado tenha praticado qualquer ato ilícito, o que afasta o cabimento da prisão preventiva. Eles questionam a competência de Moro para decretar a prisão, uma vez que os casos que envolvem o ex-petista não estão ligados ao esquema da Petrobras.?