Nacional
Opera��o preocupa PT e Planalto
Brasília, DF ? O pedido de prisão do marqueteiro João Santana preocupa o Palácio do Planalto e a cúpula do PT. O governo agora bate na tecla de que não há como associar a investigação da 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, à campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. Nos bastidores, porém, auxiliares da presidente afirmam que por trás dessas acusações está a tentativa de alimentar o impeachment. Ministros do PT passaram o dia lembrando que, nas páginas 59 e 60 da representação encaminhada à Justiça Federal, o delegado Filipe Hille Pace diz que ?não há, e isto deve ser ressaltado, indícios de que tais pagamentos (pelos serviços de Santana) estejam revestidos de ilegalidades?. O trecho também consta de uma nota divulgada à noite pelo advogado Flávio Caetano, coordenador jurídico da campanha de Dilma. A ideia inicial do Planalto era que a nota fosse anunciada pela Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom), comandada pelo ministro Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma. O plano foi abortado, no entanto, para não levar a crise para dentro do palácio. O texto original dizia que ?em decorrência dos seus serviços profissionais prestados à campanha eleitoral da então candidata a presidente Dilma Rousseff, as empresas do publicitário João Santana receberam o pagamento de R$ 88.900.000,00?. Na nota divulgada, porém, o valor foi corrigido para ?cerca de R$ 70 milhões?. O dado consta da prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ?Este valor, por si só, demonstra que o pagamento feito ao publicitário se deu de forma legal e absolutamente transparente?, afirmou Caetano.