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Cunha pede que STF adie an�lise de den�ncia
Brasília, DF ? A defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou ontem com um pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) adie a análise de denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República na Lava Jato. O julgamento está previsto para amanhã. Cunha alega que antes de o plenário do Supremo discutir se abre ou não a ação penal, é preciso debater dois recursos que foram apresentados pelos advogados questionando questões processuais, como um pedido para mais prazo para apresentação da defesa na denúncia. O pedido será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. ?O julgamento desses agravos regimentais [recursos] deve anteceder não só a análise do recebimento ou rejeição da denúncia, mas devem ocorrer em sessão própria, a fim de se evitar uma tramitação tumultuada do processo penal, sobretudo diante da grande quantidade de questões fáticas e jurídicas em debate no caso concreto?, diz o texto. ?Ora, é certo que a procedência dos agravos regimentais, por decisão do Plenário desta Suprema Corte, terá influência na própria formulação da defesa e deverá reabrir o prazo para o oferecimento da resposta, porque implicará na juntada aos autos de elementos informativos produzidos pelos órgãos estatais, aos quais o ora requerente não teve acesso?, completou. Os defensores querem que os recursos sejam julgados em sessão diferente da denúncia. Se a acusação da Procuradoria for acolhida pelos ministros, será aberta uma ação penal e Cunha passa a responder pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Neste caso, ele é acusado de receber US$ 5 milhões em propina de contratos de navios-sonda da Petrobras. No Supremo, a expectativa é de que a denúncia seja aceita pelos ministros, levando ao debate de outro pedido feito pela Procuradoria: o afastamento de Cunha da presidência da Câmara por usar o cargo para atrapalhar as investigações contra ele.