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Adolescente � alvo principal de campanha contra a Aids

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Brasília ? A campanha de prevenção à Aids no Carnaval, promovida pelo Ministério da Saúde, destina-se, neste ano, a adolescentes do sexo feminino, entre 13 e 19 anos. Pesquisa da Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) mostra que, desde 2000, tem aumentado o número de casos entre meninas desta faixa etária que, segundo o ministro Humberto Costa, tem dificuldades em convencer seus parceiros sexuais a usarem preservativos. Protagonizada pela cantora Kelly Key, a campanha será veiculada no rádio e na TV, entre 16 de fevereiro e 3 de março. Também serão distribuídos cartazes, totens e out-doors em todo o país. Costa ressaltou que a campanha deste ano é alegre, mas ?chama os jovens à responsabilidade?. Com o slogan ?Mostre que você cresceu e sabe o que quer. Neste Carnaval, use camisinha? o filme mostra a cantora Kelly Key entrando numa farmácia, ao mesmo tempo que é observada por dois jovens balconistas que tentam descobrir o que ela vai comprar, até que a própria artista pergunta onde fica a prateleira dos preservativos. O ?jingle? para as emissoras de rádio é uma versão da música ?Baba Baby? em que a cantora deixa claro que o uso da camisinha é indispensável. No Carnaval, serão distribuídos 9 milhões de preservativos além dos 17 milhões que o Ministério da Saúde já envia aos estados mensalmente. A preocupação do governo federal em investir numa campanha específica para adolescentes do sexo feminino entre 13 e 19 anos tem por base estudos da Coordenação de DST/Aids, segundo os quais desde 2000 tem aumentado o número de mulheres, nesta faixa etária, contaminadas pelo vírus HIV, enquanto o de homens da mesma idade tem diminuído. Em 2000, foram registrados 191 casos em meninas entre 13 e 19 anos, contra 151 casos em rapazes da mesma idade. No ano seguinte, as notificações passaram para 152 casos entre as mulheres e 91 entre os rapazes. Os dados do Ministério da Saúde também revelam que entre os jovens de até 24 anos a incidência do HIV é igual em mulheres e homens e a tendência é que aumente o número de vítimas do sexo feminino.

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