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Berzoini v� dificuldades para regime �nico de Previd�ncia

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Brasília ? O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, reconheceu ontem que será muito difícil a adoção, pelo governo, de um sistema de Previdência único para servidores públicos e trabalhadores das empresas privadas. Ele disse também que a proposta mais viável é a que prevê o sistema único para novos trabalhadores que ingressem no sistema, combinado com mudanças de regras nas aposentadorias que já estão sendo pagas atualmente. Em entrevista coletiva, o ministro disse que é importante o argumento dos governadores de que haveria uma queda de receita e um aumento de despesas com a migração dos servidores públicos para um novo sistema, uma vez que seria deixado um passivo dessas aposentadorias a ser financiado por prefeituras, governos estaduais e pela União. Apesar de achar difícil implantar o regime único de Previdência, Berzoini quer continuar debatendo a proposta. ?Quero deixar aberto o debate. A alteração de regras para os servidores atuais parece boa para governos estaduais e federais?, disse. Quanto à primeira reunião com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Berzoini disse que considerou o resultado do encontro satisfatório. De acordo com o ministro, foi possível estabelecer um conceito comum de como deve ser a reforma. ?Fizemos uma apresentação ao conselho de uma proposta aperfeiçoada, em relação à feita no dia 24 de janeiro no Conselho Nacional. Concordamos que há necessidade de dar transparência e objetividade aos números da Previdência, tanto no regime geral quanto dos servidores públicos?, declarou. No entanto, ficou claro depois da reunião, que existem divergências quanto à reforma da Previdência. O próprio Berzoini e o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), João Felício, têm opiniões diferentes sobre a possibilidade de se iniciar as discussões da reforma do sistema previdenciário pelo projeto de Lei Complementar (PL-09), enviado ao Congresso Nacional pelo governo passado, e que cria o regime de Previdência complementar dos servidores federais. Berzoini defende que a discussão da reforma da Previdência deve passar pela discussão do PL-09. Já o presidente da CUT, João Felício, disse que iniciar a reforma por esse projeto significa fragmentar a discussão. O ministro Tarso Genro (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) minimizou as divergências. Segundo Genro, o conselho possui justamente a prerrogativa de buscar o consenso entre as partes divergentes com relação às reformas.

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