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Ap�s megaprotestos de domingo, Dilma tenta reagir

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Brasília, DF ? Um dia depois de ser surpreendida pela forte mobilização das ruas e com o início da debandada do PMDB do governo federal, a presidente Dilma Rousseff desencadeou ontem reação para tentar segurar seu principal aliado e evitar a abertura de processo de impeachment na Câmara. A petista convocou os seis ministros do PMDB para uma reunião de emergência a fim de evitar novas saídas de peemedebistas da administração, intensificou a pressão para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceite um ministério e determinou a sua equipe que libere recursos para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Além disso, para evitar atritos com sua base social, orientou o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) a reduzir o ritmo da reforma da Previdência, o que, na prática, deve levá-lo a postergá-la para o segundo semestre. Ontem, a presidente foi pega de surpresa com o anúncio dos presidentes da Embratur, Vinícius Lummertz, e da Eletrosul, Djalma Berger, de deixarem o governo federal. Os dois acompanharam decisão do diretório estadual do PMDB em Santa Catarina de desembarcar do governo federal. Além disso, o Planalto recebeu a informação de que o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), convidado para a Secretaria de Aviação Civil, estaria em dúvida de assumir neste momento a pasta. Na reunião com os ministros peemedebistas, a presidente pediu que eles atuem junto à cúpula nacional do partido para evitar que o partido decida no mês que vem pela saída do governo. Mais cedo, a petista fez o mesmo pedido em conversas reservadas aos ministros Marcelo Castro (Saúde) e Kátia Abreu (Agricultura).

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