Nacional
Ato pr�-Dilma re�ne milhares de pessoas em Macei�
Tranquilidade e tentativas de animar a militância petista e sindicalistas pró-Dilma Rousseff e o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcaram ontem as manifestações organizadas pela Frente Brasil Popular em Alagoas. A manifestação começou a ser convocada na última segunda-feira. Os organizadores esperavam a presença de mais de 8 mil pessoas. Porém, segundo a Polícia Militar, menos de duas mil pessoas participaram dos atos que se concentraram na Praça do Centenário e ruas de Maceió. A concentração marcada para as 8h e a passeata para as 9h aconteceu com três horas de atraso. Os manifestantes se encontraram na Praça do Centenário e de lá percorreram as ruas da cidade gritando palavras de ordem contra o que definiram como ?golpe da direita e do Judiciário para retirar a presidente Dilma do poder? e em defesa do novo ministro da Casa Civil, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apesar de empossado, está sem exercer o cargo por força de liminar da Justiça Federal. As manifestações reuniram a direção do Partido dos Trabalhadores, do PCdoB, sindicatos e movimento sociais ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), advogados contrário à orientação da OAB, que apoia o impeachment da presidente da República, procuradores do Trabalho e estudantes. Segundo um dos organizadores, presidente do diretório municipal do PT, Izac Jacson, e dirigentes da CUT/AL, a manifestação levou às ruas mais de 8 mil pessoas. De acordo com avaliação do comandante do Gerenciamento de Crise da Polícia Militar, capitão Sandro Roberto, havia menos de 2 mil pessoas na passeata que percorreu as principais ruas do centro comercial da capital. Antes de sair em caminhada, um dos líderes, o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, presidente do diretório estadual do PT, pediu aos manifestantes para não aceitarem provocações das pessoas contrárias, defendeu a necessidade das manifestações serem pacíficas e alertou ?aos companheiros? que no movimento havia policiais civis e militares P2 (policiais do serviço de inteligência) infiltrados e mobilizados para fazer provocações. O deputado recomendou também para os manifestantes não soltarem bombas de artifícios como costumam fazer nas passeatas de greve. ?Nós temos comando, estamos aqui para defender o governo da presidente Dilma contra o golpe e não somos a direita que prega a violência, alimenta o ódio, o racismo e a intolerância?, disse Paulão.