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Impeachment agita a C�mara

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A maioria dos líderes partidários na Câmara dos Deputados pediu calma e serenidade na análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O argumento é de que o processo é grave e não deve ser levado com exaltação, nem dentro do Congresso nem nas ruas. Moderação foi a palavra mais usada pelos líderes ao pedirem a aprovação da comissão que analisará o processo. Isso não impediu que os ânimos ficassem acirrados no Plenário, mas os deputados mantiveram a ordem, apesar dos gritos de ?golpistas? de um lado e de ?fora Dilma? do outro. Oradores se revezaram contra e a favor do impeachment na tribuna. O deputado Roberto Freire (PPS-SP) lembrou que o PT participou ativamente do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor e apresentou pedidos de afastamento de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso. ?Naquela vez, não era golpe. Agora é golpe??, questionou Freire sobre a postura do PT. Já a deputada Moema Gramacho (PT-BA) disse que não há motivos para afastar a presidente Dilma e criticou o fato de a sessão estar sendo presidida por Eduardo Cunha, presidente da Câmara, que teve o nome citado na Operação Lava Jato e agora é réu no processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha alega inocência. ?Não há nada que desabone a presidente Dilma?, disse Moema. CRÍTICAS À OPOSIÇÃO O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara, disse que a base do impeachment é o inconformismo da oposição com a derrota nas eleições presidenciais de 2014. ?De lá para cá, a oposição falou apenas nesse tema. Eles estão inconformados?, disse. Teixeira afirmou que a abertura do processo de afastamento é uma ilegalidade e constitui uma afronta ao Estado democrático de direito. Ele disse que as razões apontadas pela oposição para o impedimento não encontram base jurídica na legislação. ?O que estamos vendo aqui hoje é um ataque à democracia. A pior forma de corrupção é corromper a Constituição?, disse Teixeira. RUAS Para o líder da Minoria, deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), o início do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff não é uma iniciativa dos parlamentares, e sim uma reivindicação das ruas. ?Temos que ser o instrumento para viabilizar este processo?, destacou. Segundo ele, a manutenção do atual governo tem um custo altíssimo para a sociedade brasileira. ?Eu gostaria que o governo explicasse isso para os desempregados, para as pessoas que vão aos hospitais e não são atendidas. O governo precisa ouvir melhor a população?, afirmou. O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), destacou que a abertura de processo contra a presidente Dilma marca um momento histórico para o País. Para ele, o processo não pode ser visto como golpe de Estado. ?Repudiamos aqueles que dizem que impeachment é golpe. Quando o processo de impedimento é feito obedecendo à lei maior e às leis que regem esse procedimento, ele é mais do que legítimo?, disse.

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