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Oposi��o: Dilma terceiriza governo

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Brasília, DF ? O debate na comissão do impeachment na Câmara sobre o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) em favor da denúncia contra a presidente Dilma Rousseff começou com críticas dos governistas ao texto apresentado na quarta (6) e dos parlamentares favoráveis ao impeachment. ?A denúncia apresentada contra a presidente mostrou-se apenas a ponta de um iceberg monstruoso, gigantesco, para não dizer vergonhoso dos porões da política brasileira. (...) Dizer que não é crime é querer brincar com a honra dos brasileiros?, disse Evair de Melo (PV-ES), o primeiro deputado a falar. Os 116 parlamentares inscritos se dividiram em duas listas: uma a favor e uma contrária ao relatório de Arantes, e se revezaram nas falas (uma para cada lista). A maioria deles se colocou a favor do relatório, 72, contra 45 inscritos na lista contrária ao texto ? dois dos 116 deputados, Bebeto (PSB-BA) e Aliel Machado (Rede-PR), se inscreveram nas duas, para não declarar um posicionamento antes do voto, na segunda-feira (11). O presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), conseguiu chegar a um acordo com os líderes dos partidos de que a discussão seguiria até as 4h da madrugada de hoje. CONTRA Os parlamentares contrários ao impeachment centraram seus discursos em críticas ao relatório de Arantes, enquanto os favoráveis à saída de Dilma evitaram, em sua maioria, citar o texto do relator. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o primeiro a falar pelos contrários ao impeachment, destacou a convocação dos juristas responsáveis pelo pedido de impeachment Janaina Paschoal e Miguel Reale Jr. como prova de que ?os fatos não são claros?. ?Temos que agir com a convicção da legalidade da Constituição. (...) A bandeira do impeachment começou sem nenhum fato determinado?, disse Chinaglia. Ele ainda afirmou não conseguir ?conceber? que parlamentares estejam ?com medo? da pressão popular em favor do impeachment. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse não ter se surpreendido com o relatório de Arantes. ?Mas não esperava tamanha ilegalidade e inconstitucionalidade, esperava uma manobra um pouco menos explícita?, afirmou.

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