Nacional
Governo admite ir ao STF para barrar processo
Brasília, DF ? O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse que o governo está trabalhando nas frentes jurídica e política para barrar o impeachment, mas não descarta ir ao Supremo Tribunal Federal caso o processo avance na Câmara e no Senado. O ministro disse que o governo terá que fazer uma repactuação de forças políticas a partir da próxima segunda-feira (18), após a votação do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. ?A partir do dia 18, abre-se a oportunidade de repactuação real?, disse Wagner em entrevista ao programa Brasilianas.org. Wagner aposta na vitória do governo na votação do parecer sobre a continuidade do impeachment no plenário da Câmara, que deve começar na sexta-feira (15) e se estender pelo fim de semana. ?Querem colocar na cadeira de presidente da República alguém que não teve a benção do povo e do voto. Tenho absoluta segurança que a gente vence no domingo no plenário da Câmara dos Deputados, barrando o impeachment. Estamos fazendo conta entre 208 e 212 votos [contra o impeachment]. Temos consciência de que não vamos chegar acima dos 257 [votos], mas temos um número com uma certa folga para barrar esse processo.? Para que o impeachment seja aprovado no plenário da Câmara, e posteriormente encaminhado ao Senado, são necessários, no mínimo, 342 votos do total de 513 deputados. Ou seja, para barrar o andamento do processo, o governo precisa garantir 172 votos contra o impedimento. ?Aí a grande pergunta é o dia seguinte: o que fazer? Eu acho que o que fazer é: reaglutinar bem essa base que está nos apoiando, conversar com segmentos sociais, com o segmento empresarial também.