Nacional
Planalto monta ofensiva para reverter votos
Brasília, DF ? A presidente Dilma Rousseff e seus aliados comemoram cada voto de apoio, como do primeiro vicepresidente da Câmara, Waldir Maranhão (PPMA), um antigo aliado do principal algoz do governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDBRJ). Esse foi um dos resultados do trabalho do Planalto, em conjunto com seis governadores que desembarcaram em Brasília para ajudar o governo: Flávio Dino (PC do B), do Maranhão; Camilo Santana (PT), do Ceará; Rui Costa (PT), da Bahia; Waldez Góes (PDT), do Amapá; Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba; e Wellington Dias (PT), do Piauí. Dilma se reuniu com todos eles, além de vários deputados de suas bancadas. O resultado desta mobilização, de acordo com o Planalto, é que o governo deve ter até 30 votos a mais de deputados que mudaram de lado. O governo também conta com pelo menos 20 deputados, a maioria candidatos a prefeitos, que se ausentarão do plenário no domingo durante a votação do processo de impeachment de Dilma. ?O clima mudou no Planalto?, assegurou um interlocutor direto da presidente, ao relatar que a aposta é ?principalmente nas ausências?. 179 VOTOS O ministrochefe do Gabinete pessoal de Dilma, Jaques Wagner, afirmou que ?o reforço dos governadores surtiu efeito nas bancadas e ampliou nossa vantagem?. Entre as idas e vindas de deputados e seus votos, na noite de ontem, em uma de suas planilhas, o Planalto contava com 179 votos, sete a mais que o mínimo necessário para barrar o impeachment. Ontem à tarde, o Placar do Impeachment apresentado pela mídia nacional registrava 343 votos favoráveis ao impeachment. Depois da reunião com Dilma, o vicelíder do governo na Câmara, Sílvio Costa (PT do BPE) e o governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B), também disseram que o governo tem mais do que os 172 votos necessários para barrar a admissibilidade do processo de impeachment. ?Temos convicção que teremos margem de votos para impedir 342 votos próimpeachment?, disse Dino. Já Sílvio Costa, afirmou que existem ainda 36 votos de deputados que estão indecisos, os chamados de ?a trabalhar? nas planilhas do governo. ?Estamos bem acima da margem de erro e hoje detectamos o desespero da oposição?, afirmou. Dino disse que só nesta sexta o governo conseguiu converter três votos no Maranhão que eram favoráveis ao impeachment, e outros três ou quatro do Amapá.