Nacional
CNBB pede isen��o no processo
Aparecida, SP ? Sem tomar partido, a favor ou contra, no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ?uma das manifestações mais evidentes da crise atual?, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma em declaração aprovada em sua 54ª Assembleia Geral, em Aparecida, na quintafeira, 14, que espera ?o correto procedimento das instâncias competentes, respeitando o ordenamento jurídico do Estado Democrático de Direito?. ?O bem da Nação requer de todos a superação de interesses pessoais, partidários e corporativistas?, diz a nota da CNBB, depois de exortar os três Poderes das República a cumprir integralmente suas responsabilidades. ?A polarização de posições ideológicas, em clima fortemente emocional, gera perda de objetividade e pode levar a divisões e violências que ameaçam a paz social?, adverte a nota. A maior preocupação dos bispos, conforme o cardealarcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, declarou em entrevista à Rádio Vaticano é o que virá depois, seja qual for o resultado da votação do impeachment. ?Ninguém revelou sua posição durante os debates, mas todos que falaram no plenário manifestaram angústia com relação ao futuro?, disse o bispo de Mogi das Cruzes, d. Pedro Luiz STRINGHINI O documento lembra as conquistas da democracia, depois de vinte anos de regime de exceção, e reconhece que a conjuntura atual é ?desafiadora?, tendo vindo à tona escândalos de corrupção que, se não tiveram início agora, são ?sem precedentes na história do País?. ?Conclamamos o povo brasileiro a preservar os altos valores de convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade?, advertindo que ?manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Nesse contexto, afirma a declaração da CNBB, ?os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade?.