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PFL ataca governo do PT e rejeita priorizar reforma da Previd�ncia

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Brasília ? Em discurso na tribuna do Senado, o presidente do partido, Jorge Bornhausen (SC), fez diversas críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o recado mais duro foi em relação às reformas pretendidas pelo governo, especialmente na previdenciária. ?O nosso partido, com o peso de sua bancada e a experiência de seus líderes, na Câmara e no Senado, lamenta o atraso na (apresentação da) proposta e reivindica com convicção a prioridade para a reforma política?, disse Bornhausen. Em outras palavras, o PFL só vai votar a reforma previdenciária se a política sair do papel. Há um projeto que altera a estrutura política do País no Congresso, mas ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares. O governo Lula , entretanto, não deu sinais claros de que deseja que essa proposta ? e não uma outra ? seja aprovada. De acordo com Bornhausen, a reforma política ?está adiantada? e deve ser levada adiante. ?Que venham as reformas, mas que a primeira delas seja a política.? O senador disse que o apoio de Lula no Congresso pode ?esvaziar rapidamente?, sinalizando a ameaça de que o PFL pode passar definitivamente para a oposição na votação das reformas. Bornhausen disse que é hora de Lula ?aproveitar a trégua?. ?Maldade? O senador disse que Lula e o PT vêm mostrando ?inversões conceituais, declaradas e camufladas?, referindo-se às bandeiras antes rejeitadas pelos petistas e, agora, defendidas, como o aumento dos juros e da meta de superávit primário. Bornhausen disse que o governo mostrou ?falta de preocupação? com as verbas públicas ao criar pastas e ministérios para ?atender a companheiros derrotados nas urnas?. O pefelista pediu que o governo não repita a ?maldade? de aumentar os juros anuais. A decisão sobre o aumento ou não vai sair nesta quarta-feira, em reunião do Copom (Conselho de Política Monetária). Para o mercado, o governo deve subir a taxa. O presidente do PFL também atacou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, formado por Lula para auxiliá-lo nas reformas. ?É importante alertar o Congresso para manobras de esvaziamento do poder Legislativo e para a fuga de responsabilidade. Para ele, o governo ?não tem projeto? e foge da responsabilidade ?escondendo-se atrás de um conselho que ele escolheu?.

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