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Centrais aceitam negociar reforma da Previd�ncia

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Brasília, DF ? Centrais sindicais aceitam negociar uma reforma na previdência, desde que ela afete somente novos trabalhadores e que isenções fiscais para empresários sejam reduzidas. Ontem, a cúpula do governo de Michel Temer se reuniu com representantes de quatro das seis maiores centrais sindicais: Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central. Na reunião, Temer indicou que pretende enviar uma proposta fechada de reforma previdenciária ao Congresso ainda no primeiro semestre e que quer torná-la um dos eventuais legados de sua passagem pelo Palácio do Planalto. No encontro, ele disse que não pretende mexer em direitos adquiridos e chegou a se queixar das pressões a seu governo interino. Ficou acertada a criação de um grupo de trabalho que começa a discutir a questão a partir de amanhã. O grupo terá 30 dias para desenvolver uma proposta. ?Lendo os jornais de domingo, dá a impressão de que já estou no cargo há um ano e meio?, afirmou Temer. CUT e CTB, centrais historicamente ligadas ao PT e ao PCdoB, respectivamente, recusaram-se a participar da reunião. A indicação de que o governo quer uma reforma urgente na previdência foi o primeiro ponto de atrito da nova gestão com correligionários. Representantes sindicais rejeitaram de pronto a imposição de uma idade mínima para a aposentadoria ? o que ainda está na pauta do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em exposição aos movimentos sindicais, Meirelles afirmou que a intenção não é chegar a uma solução intermediária, mas uma solução acordada. Ele criticou ainda a possibilidade da proposta causar uma ?desagregação no País? entre trabalhadores e empresários.

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