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Deputados da Bahia querem cassar ACM

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Brasília ? Um grupo de 17 deputados estaduais da Bahia entregou ontem uma representação ao Conselho de Ética do Senado para investigar o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) por quebra de decoro parlamentar. Munidos de aparelhos celulares pregados a grampeadores, eles fizeram uma verdadeira via crucis no Congresso Nacional para pedir a apuração das denúncias de grampo telefônico no Estado. ACM é apontado pelos parlamentares baianos e outras testemunhas envolvidas no episódio como o principal mandante da escuta ilegal realizada no ano passado. Os deputados também usavam adesivos com o slogan ?cassação já?. O presidente do Conselho de Ética, senador Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS), explicou que a representação contra ACM deve ser analisada primeiro pela Mesa Diretora do Senado. De acordo com o artigo 55 da Constituição, o Conselho deve ser provocado pela Mesa ou por um partido político para dar início a investigação de uma denúncia. Foram nomeados para acompanhar as investigações da Polícia Federal baiana, o próprio Juvêncio da Fonseca e os senadores João Alberto (PMDB-MA) e Jeferson Péres (PDT-AM). Os três embarcam no domingo para ouvir os depoimentos e ter acesso a todas as provas encontradas da escuta ilegal. Na volta, os representantes do Conselho farão um relatório sobre o caso. A denúncia ? assinada por deputados do PT, PCdoB, PMDB, PSDB, PSB, PDT e PPS ? acusa o senador de ?práticas criminosas, afrontosas à probidade administrativa e aos princípios democráticos?.

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