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‘Grava��o n�o compromete Renan’

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Brasília, DF ? Os líderes do PT, Paulo Rocha (PA), do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), no Senado disseram ontem que as gravações de conversas entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas na edição do jornal Folha de S.Paulo, não comprometem o presidente da Casa. Os áudios mostram o parlamentar alagoano defendendo uma alteração na lei que trata da delação premiada. Na gravação, Renan também sugere uma negociação visando a uma ?transição? no afastamento de Dilma Rousseff e tece comentário sobre prisões a partir de condenações de segunda instância. Para o líder do PMDB no Senado, não há ?nada que comprometa? o presidente Renan Calheiros nos áudios divulgados nesta quarta. ?Pelo que eu vi, não há absolutamente nada comprometedor. Aquilo que o presidente Renan fala numa gravação clandestina de uma outra pessoa é o que ele já tinha tornado público para a imprensa brasileira, qual era o posicionamento dele, do ponto de vista das questões das delações. Absolutamente nada que possa comprometê-lo nessa gravação?, disse o líder peemedebista. A opinião é a mesma do líder do PT na Casa, Paulo Rocha, que afirmou à imprensa ontem não ver ?nenhuma gravidade? nos áudios. ?Comentar que tem que mudar esta ou aquela lei, acho que isso é próprio do parlamentar que está preocupado em solucionar os problemas do País?, disse Rocha. Outro líder a relativizar o teor das gravações divulgadas foi Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Ele disse, inclusive, que é ?impossível? impedir o funcionamento da Operação Lava Jato. ?Sobre a questão do Renan, não vejo nada que caracterize obstrução de Justiça ou uma tentativa de impedir o funcionamento da Lava Jato, até porque isso é impossível?, alegou o líder tucano. O senador Humberto Costa (PT-PE), que era líder do governo Dilma Rousseff no Senado, minimizou em entrevista a jornalistas as declarações de Renan Calheiros divulgadas pela Folha. Para Costa, Renan não cometeu nenhum crime nem indicou que tentaria obstruir a Justiça no diálogo revelado. ?Renan, na verdade, emitiu algumas opiniões que tem sobre a legislação de organizações criminosas no Brasil. Isso é uma opinião compartilhada por muitos advogados e, até mesmo, por senadores que acham que, depois deste processo todo, seria importante aperfeiçoar a legislação. Portanto, acho que ali não há nenhum crime, nenhuma manifestação de tentativa de obstrução da Justiça, diferentemente da gravação que envolve o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá?, considerou Humberto Costa.

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