Nacional
Meta aprovada tranquiliza mercado
Brasília, DF ? O Ministério da Fazenda distribuiu, ontem, nota à imprensa na qual comenta a aprovação da meta fiscal de 2016 pelos parlamentares na madrugada. Segundo a nota, a aprovação da revisão da meta pelo Congresso Nacional ?indica que a instituição está comprometida com a superação da crise e de recuperação da economia brasileira?. Em votação simbólica, senadores e deputados aprovaram por volta das 4 horas de ontem a alteração da meta fiscal que permite um deficit de R$ 170,5 bilhões nas contas do governo central ao fim de 2016. Na nota, a Fazenda destacou que ?a decisão do Congresso é um passo importante na redução de grandes incertezas que cercavam, e ainda cercam, a trajetória das contas públicas?. Com isso, segundo o Ministério, a decisão do Legislativo contribui para dar sustentação a sinais ainda incipientes de recuperação dos indicadores de confiança. Ainda de acordo com a Fazenda, ?a ação persistente e conjunta dos poderes constituídos determinará a superação definitiva das citadas incertezas e o fortalecimento da confiança de empresários e trabalhadores?. Como consequência natural desse ambiente, continua o Ministério, o Brasil terá o retorno dos investimentos e da geração de empregos. Mais cedo, o presidente em exercício, Michel Temer, classificou o resultado da votação no Congresso como ?uma bela vitória? A meta fiscal aprovada na madrugada agora segue para a sanção presidencial. A sessão foi marcada por tentativas da oposição de obstruir a votação. META FISCAL A meta fiscal é uma estimativa, feita pelo governo, de qual será a diferença entre o que ele vai arrecadar ? com tributos, por exemplo ? e gastar ? com obras, educação, saúde, salários do funcionalismo etc. Em geral, em países emergentes como o Brasil, a meta é positiva, ou seja, o governo promete gastar menos do que arrecada, para que sobre dinheiro e, com isso, ele consiga evitar que sua dívida cresça. Se a dívida do governo está sob controle, os investidores e instituições dispostas a emprestar dinheiro aceitam financiar o governo com juros mais baixos.