Nacional
FAT ter� rombo de R$ 43 bilh�es nos pr�ximos 3 anos
Brasília, DF ? O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), responsável pelo pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial, deve ter um aumento no rombo com a aprovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União, um mecanismo que permite ao governo realocar livremente 30% das verbas do orçamento). Cálculos do Ministério do Trabalho apontam que o orçamento do FAT fechará no vermelho em R$ 8,7 bilhões neste ano, R$ 17,3 bilhões em 2017 e R$ 20,7 bilhões em 2018, totalizando R$ 46,5 bilhões. O rombo inicial previsto sem o impacto da aprovação da DRU era de R$ 28,1 bilhões para esses três anos. O rombo deve crescer porque as receitas do FAT vêm do pagamento do PIS e do Pasep, dinheiro que poderá agora ter uma parcela de 30% para ser usada livremente pelo governo. Para cobrir o rombo, em geral, o Tesouro Nacional faz um aporte no FAT para garantir que os pagamentos de seguro-desemprego e abono salarial sejam feitos corretamente. Mas, pelo menos uma vez, em 2013, isso não aconteceu, e foi necessário recorrer a R$ 5,5 bilhões do patrimônio do fundo. Sérgio Luiz Leite, primeiro-secretário da Força Sindical, disse temer que isso ocorra mais uma vez. ?A DRU de 30% decreta a falência do FAT?, disse. Formado por contribuições trabalhistas, o fundo acumula patrimônio de R$ 260,3 bilhões, sendo a maior parte alocada no BNDES. O representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Lucas Filho, afirmou que a bancada dos trabalhadores no órgão ? formado também por representantes dos empregadores e do governo ? vai tentar modificar o texto da DRU no Senado para que o FAT não seja atingido pela desvinculação. ?O fundo não foi criado para ser usado pelo governo como quiser. Dessa forma, os trabalhadores ficam comprometidos?, disse.