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Empresa teria banco s� para pagar propina

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Curitba, PR ? Novo delator da Lava Jato, o administrador Vinicius Veiga Borin, responsável pela abertura de contas no exterior para a Odebrecht, afirmou que a empreiteira comprou uma filial de um banco estrangeiro no Caribe apenas para proteger suas offshores destinadas a pagar propina. O objetivo inicial era preservar contas secretas da empresa, com saldo de pelo menos US$ 15 milhões, num banco de Antígua que estava insolvente, o AOB (Antigua Overseas Bank). As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. CONTAS Na colaboração, assinada na última sexta-feira (17) e ainda pendente de homologação pelo juiz Sergio Moro, Borin deu o nome de outras 29 contas no exterior que receberam dinheiro da Odebrecht, em repasses que somam US$ 134 milhões. Entre elas, está a offshore Shellbill, segundo os investigadores, de propriedade do marqueteiro João Santana, responsável por campanhas eleitorais de Lula e Dilma Rousseff, e também preso na Lava Jato. A conta, segundo o delator, recebeu US$ 16 milhões oriundos de três offshores da Odebrecht.

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