Nacional
Investiga��o sobre a fam�lia n�o ser� na Corte
Brasília, DF ? O STF também rejeitou ontem o recurso da jornalista Cláudia Cruz e de uma das filhas do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que sejam investigadas na Corte juntamente com ele. A maioria dos ministros entendeu que a conduta de Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, mulher e filha respectivamente, são autônomas em relação às praticadas pelo deputado no caso das contas secretas no exterior. Uma das quatro contas encontradas na Suíça, que teriam sido abastecidas por propina de um negócio da Petrobras na África, estava em nome de Cruz e tinha Danielle como beneficiária. Na semana passada, o juiz Sérgio Moro já aceitou denúncia e transformou Cruz em ré na Lava Jato sob acusação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas de valores que seriam provenientes de desvios da diretoria Internacional da Petrobras. As investigações em relação a Danielle seguem. Segundo os investigadores, Cruz se beneficiou de parte da propina de US$ 1,5 milhão que Eduardo Cunha teria recebido para viabilizar a compra, pela Petrobras, de um bloco para exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011. Para o Ministério Público, o dinheiro público foi convertido em sapatos e roupas de grife. No julgamento do STF, o ministro Teori afirmou que as medidas são independentes no caso e que, se o pedido da defesa dos familiares fosse acolhido, o tribunal teria que reformular todo o sistema adotado para a definição de foro. ?Se for adotar orientação para esse caso, teremos de trazer os demais [denunciados na primeira instância nesse caso]?, afirmou Teori.